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El Instituto de Ciencias Antropológicas de la Facultad de Filosofía y Letras lamenta el fallecimiento de la profesora Dra. Simoni Lahud Guedes. 

Simoni Lahud Guedes se graduó en 1971 en Ciencias Sociales en la Universidade Federal Fluminense. Realizando su Maestría y Doctorado en Antropología Social en el Museu Nacional de la Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Era Profesora Titular del Departamento de Antropología de la Universidade Federal Fluminense, donde coordinó el Programa de Posgrado en Antropología. Miembro de la Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Investigadora del INCT- InEAC (Instituos Nacionais de Ciência e Tecnología-Instituto de Estudos Comparado em Administração de Confitos).

La Profesora Simoni Lahud Guedes, estableció su relación con Argentina a partir de convenios bilaterales entre la CAPES y la Secretaria de Política Universitaria del Ministerio de Educación. Desarrolló también estudios de pos-doctorado en el ámbito de la Sección de Antropología Social de nuestro Instituto, donde profundizó lazos con distintos equipos de investigación.

Con congoja abrazamos, en estos momentos de dolor, a los familiares de Simoni, sus colegas y amigos. 

Instituto de Ciencias Antropológicas
Facultad de Filosofía y Letras
Universidad de Buenos Aires

A Comissão Organizadora da XIII RAM lamenta o falecimento da antropóloga Simoni Guedes, professora do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF). A coordenação da Mesa-Redonda 15 sobre Antropologia dos Esportes (Esporte e Lazer como Direitos Humanos) decidiu homenagear aquela que foi a pioneira do campo da Antropologia dos Esportes no Brasil e na América do Sul. Para tanto, o legado de Simoni será debatido na Mesa-Redonda 15, no dia 25 de julho, às 9h, no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (Avenida João Pessoa, 52, Centro Histórico Porto Alegre). 

Vários pesquisadores vinculados ao INCT/INEAC farão lançamentos de seus livros durante a XIII RAM  - Reunião de Antropologia do MERCOSUL, que acontece entre os dias 22 e 25 de julho na UFRGS, Porto Alegre (RS).

Confira na imagem abaixo a relação desses lançamentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Quinta, 18 Julho 2019 13:26

Adeus Simoni Lahud Guedes

Com muita tristeza que noticiamos o falecimento, nessa manhã de quinta-feira, 18 de julho de 2019,  da antropóloga e querida professora Simoni Lahud Guedes, também membro do Comitê Gestor do INCT/INEAC.

O corpo será velado pela manhã de sexta-feira 19 de julho, no parque das colinas (Niterói) e o enterro marcado para 12h.

Segue o link com a participação da professora Simoni Guedes no seminário de 25 anos do PPGA :https://www.youtube.com/watch?v=jkjWkuCuuGM

 

Simoni Lahud Guedes fez Bacharelado (1971) e Licenciatura (1973) em Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense, Mestrado (1977) e Doutorado (1992) em Antropologia Social pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense, foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia.. Membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), já tendo coordenado a Comissão de Ensino e Ofício desta associação. Professora e pesquisadora na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia do Esporte e Cultura de Trabalhadores, atuando principalmente nos seguintes temas: trabalhadores urbanos, futebol brasileiro, categorias etárias. Membro gestor e pesquisadora , do INEAC-INCT, tendo coordenado convênios CAPES-SPU (Argentina) e pesquisas. Pesquisadora do CNPq desde 1996, atualmente nível 1 B. Co-lider do Grupo de Pesquisa Transmissão de Patrimônios Culturais, certificado pelo CNPq. Membro do Grupo de Trabalho CLACSO Deporte, sociedad y políticas públicas.

 

 

Terça, 16 Julho 2019 20:22

ANTROPOLOGIA DOS TABUS

Nessa quarta-feira, dia  17/07, às 18h, acontece na UFF mais uma edição do CONVERSAS ANTROPOFÁGICAS.  Dessa vez o tema será ANTROPOLOGIA DOS TABUS, falando sobre sexo, orgia, morte, violência, apostas e jogos de azar. No debate etnografias que desafiam tanto aspectos moralizantes e conservadores da sociedade, quanto a própria disciplina antropológica e suas ferramentas tradicionais de construção do conhecimento.

Na mesa  os antropólogos Rômulo Labronici, Victor Hugo Barreto, Flávia Medeiros e os comentários do coordenador do INCT/INEAC Roberto Kant de Lima.

A atividade acontecerá na sala 231 do Bloco P do ICHF, no Campus do Gragoatá da UFF.

 

BRASIL DE FATO publicou nessa segunda, dia 8 de julho de 2019, artigo de antropóloga e cientista política Jacqueline Muniz (UFF - INCT/INEAC) . Confira abaixo a íntegra do artigo.

 

Dez efeitos perversos de uma "PM Voluntária" no RJ, por Jacqueline Muniz

 

Professora especialista em Segurança Pública da UFF argumenta contra projeto de lei do PSL na Alerj

Jacqueline Muniz*

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)

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O deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL-RJ) propôs, recentemente, o projeto de lei 825/2019 que estabelece a criação da “Polícia Militar Voluntária” composta por jovens com idade entre 16 a 24 anos. Os rapazes e moças recrutados deverão cumprir uma jornada de trabalho de até 40 horas semanais. Em retribuição aos serviços prestados, fica “garantida” a refeição no rancho da PMERJ e, também, uma “bolsa remuneratória” que varia de 1 a 2,5 salários-mínimos conforme a graduação atribuída aos selecionados. Segundo ainda o projeto de lei, o “PM voluntário”, uma vez maior de idade, estará autorizado a usar arma não letal nas atividades urbanas, excetuando o controle de multidão.

Não é preciso ser um expert em polícia, policiamento e segurança pública para constatar que a proposta é ingênua e descabida. Ela demonstra desconhecimento sobre a delimitação, atribuição e responsabilização do poder de polícia no Brasil. Reflete uma ignorância imprudente que só fará piorar a dramática realidade do mandato policial que, até hoje, persiste como uma folha em branco negociada em cada esquina, apresentando-se como uma autoridade desautorizada nas ruas, desregulamentada e sem sua tradução normativa-legal em procedimentos operacionais tecnicamente válidos.

Trata-se de uma proposta que requenta, de forma piorada e amadora, o programa "Reservistas da Paz", criado pelo então governador Anthony Garotinho. Na época, uma crônica do fiasco anunciado que, para o alívio da polícia e da sociedade, caiu rapidamente em descrédito. Porém, a fotocópia elaborada pelo parlamentar do PSL ambiciona ser mais ousada na promoção (acredita-se de boa fé) do desastre. Alguns efeitos perversos derivados de sua proposta merecem atenção.

A constituição de uma PM Voluntária tende a:

1) comprometer a profissionalização e institucionalização da PMERJ com a precarização da mão obra policial e, por conseguinte, rebaixar o perfil profissional necessário para ser agente da lei;

2) estimular a falsa crença já refutada de que aumento de efetivo corresponde ao aumento da capacidade e cobertura ostensivas da polícia;

3) propiciar a debilitação e a desmoralização do sentido de autoridade policial com o emprego de pessoal amador sem formação qualificada e sem autorização constitucional para fazer uso do poder coercitivo.

4) incentivar os abusos e desacatos de autoridade nas abordagens policiais diante da impropriedade do emprego de voluntários nas atividades de policiamento;

5) possibilitar o aumento dos riscos de vitimização de cidadãos e PM voluntários, o que compromete ainda mais a imagem já comprometida da polícia;

6) favorecer os maus usos e abusos da "identidade funcional", estimulando as “carteiradas” de todo tipo, a criação de redes de clientelas e, com isso, a venda de facilidades e privilégios derivados do uso do poder de polícia;

7) incitar a criação de "milícias juvenis" com lastro político-corporativo;

8) reduzir a eficácia e eficiência do policiamento ostensivo, uma vez que a população sabe que o jovem voluntário não tem poder e nem mandato constitucional de polícia, sendo apenas um "soldadinho de chumbo" desprovido de capacidade decisória e de ação;

9) fomentar a fantasia de que se pode produzir controle militar sobre a juventude pelo seu ingresso "voluntário" na polícia, quando se sabe que a disciplina militar não é o mesmo que controle, pois pode-se ser disciplinado para cometer crimes e violências;

10) reforçar a visão de que os jovens pobres (contingente que, de fato, busca a polícia como meio de ascensão social) podem e devem trabalhar como mão de obra voluntária e subempregada.

Assim, tem-se uma proposta infantil e temerária que contraria os profissionais sérios de polícia e altamente qualificados, desagrada a sociedade que não acredita que se pode fazer polícia com pós adolescentes, desgosta qualquer governo competente que não está disposto a pagar indenizações às vítimas de arroubos legislativos inconsequentes.

Por fim, a proposta revela uma visão negativa e correcional sobre a juventude pobre, cujas alternativas apresentadas tem como fundamento a sujeição e a destituição de suas individualidades. Oferta-se como rumo duas formas de vigilância sobre os jovens da periferia estigmatizados como “elementos suspeitos” e “freios de camburão”: a cadeia com a redução da maioridade penal ou o trabalho "uberizado" na polícia sob disciplina militar. A ideia por trás desta bravata legislativa é a de um projeto de poder tutelar e elitista que visa manter a juventude pobre confinada, sob cerco ou dentro da cerca, de modo a mantê-la, sem futuro, subalterna, excluída do mercado de trabalho, limitada no acesso aos bens sociais, culturais e políticos. Enfim, com a uberização da função policial emulada pelo deputado do PSL tornou-se mais fácil e mais rápido (re)miliciar a PMERJ.

*Jacqueline Muniz é professora do Departamento de Segurança Pública - Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (InEAC) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Edição: Vivian Virissimo

 
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