enfrdeites
Domingo, 07 Abril 2024 03:42

"Desaparecimento Forçado: Vidas Interrompidas na Baixada Fluminense"

Escrito por

Em uma iniciativa conjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e do Fórum Grita Baixada, o livro "Desaparecimento Forçado: Vidas Interrompidas na Baixada Fluminense" foi lançado nesta sexta-feira 5 de abril de 2024, na Livraria Folha Seca, no Centro do Rio, lançando luz sobre os desaparecimentos forçados na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O desaparecimento forçado de pessoas na Baixada Fluminense é um tema alarmante e pouco discutido na esfera pública brasileira. A nova publicação, fruto de três anos de pesquisa realizada pelo Observatório Fluminense da UFRRJ em parceria com o Fórum Grita Baixada, busca preencher essa lacuna. Com um mapeamento detalhado e diagnósticos precisos, o livro aborda os principais contextos desses desaparecimentos, frequentemente associados à atuação de grupos armados, incluindo agentes de segurança do Estado, milicianos e traficantes.

A obra, escrita por Adriano de Araújo, Nalayane Pinto, Jaqueline Gomes, Amanda Covelo, José Cláudio Alves e Augusto Perillo, não somente expõe a realidade desses atos como também destaca a ausência de uma legislação específica para tipificar o desaparecimento forçado como crime, dificultando ainda mais as investigações e a visibilidade do problema.

O livro também é um espaço para vozes frequentemente silenciadas: as mães e familiares das vítimas. Através de relatos e entrevistas, eles compartilham a dor de perder um ente querido sem sequer ter o direito ao luto ou a confirmação da morte. Além disso, a pesquisa analisa dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) e do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), bem como denúncias e registros em redes sociais, pintando um quadro abrangente da situação entre 2016 e 2020.

O evento de lançamento,contou com a presença do Grupo Tortura Nunca Mais.

 

Ler 310 vezes

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.